Recensão
O silêncio de Xaime Isla Couto não é apresentado como ausência nem retirada, mas como uma forma de governo da palavra. Antes de julgar, compreender; antes de destruir, construir; permanecer na verdade sem transformar cada desacordo numa batalha para vencer.
Essa atitude explica uma obra que combina pensamento e criação de instituições. O texto propõe recuperar hoje uma autoridade sóbria: capaz de ouvir, sustentar processos longos e fazer com que a ação comum sobreviva ao ruído e aos seus protagonistas.